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Caramuru começa a exportar pelo Norte

By | 01 Dez, 2017

A Caramuru Alimentos, uma das maiores processadoras de grãos de capital nacional, deu início nesta semana às operações de embarque de proteína concentrada de soja para exportação em seus terminais portuários de Itaituba, no Pará, e Santana, no Amapá.

Segundo César Borges de Sousa, vice-presidente da companhia, os novos terminais absorveram investimentos da ordem de R$ 50 milhões. As obras começaram em meados de 2016 e foram concluídas há três meses. Por questões burocráticas, contudo, as licenças de operação só foram emitidas agora.

Por Itaituba e Santana será escoada proteína (farelo de soja SPC) não transgênica produzida na fábrica da Caramuru em Sorriso, em Mato Grosso. O primeiro contrato na nova rota envolve 15 mil toneladas, mas o volume anual deverá chegar a 200 mil toneladas.

Essas exportações eram feitas pelo porto de Santos, no litoral paulista. Eram 18 dias de viagem de Sorriso a Santos, prazo que, pelo Norte, diminui para 15 dias. A distância percorrida cai de 12.207 para 9.695 quilômetros. A economia com frente é de 15% a 20%.

Segundo a Caramuru, agora o farelo sai de Sorriso e segue em caminhões pela BR 163 até Itaituba. No terminal, a carga é transferida para um comboio que percorre 850 quilômetros da hidrovia Tapajós-Amazonas até chegar a Santana, onde é transbordada para navios graneleiros e exportada.

No terminal de Itaituba, a companhia conta com dois silos, enquanto em Santana há três. Cada um dos cinco silos tem capacidade para armazenar 7 mil toneladas. O transporte hidroviário é realizado pela HP Logística e Navegação.

De acordo com Borges de Sousa, atualmente toda a proteína concentrada de soja não transgênica produzida pela empresa em Sorriso para exportação é destinada a clientes da Noruega e usada sobretudo em rações para peixes.

A Caramuru já vendeu farelo de soja SPC para o Chile, mas no momento esses negócios estão parados. Os chilenos compram, em geral, produto transgênico, mas como o prêmio pago pela proteína não transgênica na Noruega pode superar 15%, a depender das condições do mercado, a empresa concentrou o foco nos europeus.

Fonte: Valor, 1/12/2017.