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Movimento de cargas em portos cresce 2,1%

By | 31 Ago, 2016

O setor portuário brasileiro movimentou 491,1 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre do ano. O volume é 2,1% maior do que o total operado no primeiro semestre de 2015. Os dados estatísticos fazem parte de um levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgado na última semana. A análise leva em conta os resultados obtidos por portos públicos e terminais de uso privado (TUP).

Do total de mercadorias embarcadas ou desembarcadas no semestre, 176,1 milhões de toneladas foram nos portos organizados, o que representa um aumento de 4,7%, em relação ao mesmo período do ano passado. Mais uma vez, o Porto de Santos aparece na liderança da movimentação nacional entre esses complexos públicos.

Entre janeiro e junho, o cais santista alcançou a marca de 49,5 milhões de toneladas movimentadas. Já na segunda posição, aparece o Porto de Itaguaí (RJ), com 28,7 milhões de toneladas.

Dois portos do Sul surgem em terceiro e quarto lugares no ranking elaborado pela Antaq – Paranaguá (PR), com 22,1 milhões de toneladas, e Rio Grande (RS), com 12,2 milhões de toneladas. Suape (PE), Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA) operaram 11 milhões de toneladas, 9,6 milhões de toneladas e 7,8 milhões de toneladas, respectivamente.

Já entre os TUPs, a movimentação de cargas somou 315 milhões de toneladas, um discreto aumento de 0,6%. Nos terminais privados, o destaque permanece com Ponta da Madeira, com 69,2 milhões de toneladas de minério de ferro.

Quanto ao perfil de carga, a maior participação se dá com os granéis sólidos, que chegaram a 63,7% do total nacional – 312,7 milhões de toneladas, o que aponta um crescimento de 5,3% em comparação ao primeiro semestre do ano anterior.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o valor das cargas movimentadas nos terminais privados cresceu 14,2% nos últimos cinco anos, enquanto que, no mesmo período, nos portos organizados, aumentou 18,3%.

Cabotagem

As operações de cabotagem (o transporte marítimo entre portos de uma costa) somaram cerca de 70 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5% no semestre. Entre as cargas movimentadas nesse tipo de navegação, a Antaq destaca o grupo dos combustíveis, com participação de 78% do total, seguido por minérios e contêineres, com 7% das operações cada um.

O escoamento de caixas metálicas na cabotagem, em toneladas, sofreu uma pequena queda de 0,1%, totalizando 10,4 milhões de toneladas. O resultado foi consequência de uma queda de 3,2% nos contêineres de cabotagem nos TUPs, enquanto nos portos organizados, houve uma alta de 1,7%.

A movimentação de longo curso, mesmo com uma queda de 15,2% nas importações, obteve um pequeno crescimento, da ordem de 2,4%, quando comparado ao primeiro semestre de 2015, com um total de 364,1 milhões de toneladas escoadas.

As exportações, que atingiram 301,2 milhões de toneladas no semestre, tiveram como principais mercadorias os minérios, a soja e contêineres, que registraram crescimento de 4,6%, 13,2% e 9,9%, respectivamente.

Já as importações, impactadas pela crise econômica que o Brasil enfrenta, totalizaram 62,9 milhões de toneladas, uma redução de 11,3 milhões de toneladas, quando comparada ao mesmo período de 2015. Essa queda foi puxada principalmente pela redução de 18,3% dos desembarques de combustíveis e pela retração de 19,6% nas descargas de contêineres.

O principal destino das exportações brasileiras foi a China, que comprou 139,9 milhões de toneladas, principalmente minérios e soja. Em seguida, está a Holanda, que adquiriu 18,1 milhões de toneladas e teve os mesmos produtos como foco de suas operações.

Já para as importações, a principal origem foram os Estados Unidos, de onde vieram 13,7 milhões de toneladas, principalmente combustíveis e produtos químicos inorgânicos. Outras 4,5 milhões de toneladas chegaram da Argentina, com destaque para cereais e contêineres.

Fonte: Jornal A Tribuna, 30/08/2016. Escrito por Fernanda Balbino.