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Novo secretário nacional de Portos vai priorizar autonomia das Docas

By | 26 Abr, 2017

Em sua primeira visita oficial ao Porto de Santos como secretário nacional de Portos, Luiz Otávio Campos – que já ocupou a presidência do Conselho de Administração da Codesp – afirmou que tem como prioridade, à frente da pasta, reforçar a autonomia dos gestores das companhias docas.

“A prioridade que nós temos é melhorar e aumentar a autonomia da diretoria executiva e das pessoas que vivem as dificuldades no Porto. Se nós melhorarmos a autonomia, vamos trazer melhorias”, afirma.

Campos dá como exemplo a intervenção que promoveu na gestão da Usina de Itatinga, em Bertioga – a unidade, de propriedade da Codesp, produz a maioria da eletricidade consumida nas operações do Porto. “Há mais de 100 anos, nós tínhamos energia própria aqui em Santos. Mas isso era um prejuízo para a empresa, que disponibilizava R$ 30 milhões por ano para manter a geração de energia (na usina). Com a nossa gestão, passamos a economizar. Ao invés de gastarmos R$ 30 milhões, tivemos um resultado positivo de R$10 milhões, simplesmente cobrando a tarifa pública na energia”, conta.

O presidente da Codesp, José Alex Oliva, concorda que a autonomia traz benefícios para a gestão do Porto. Enquanto um processo para demolir um armazém antigo pode levar até 8 meses tramitando em Brasília, ele consegue finalizar os trabalhos e começar uma nova obra em 90 dias. “Nós temos que ter essa autonomia para resolver a situação o mais rápido possível”.

Enquanto a União estuda privatizar a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e estadualizar o Porto de Suape, em Pernambuco (que deve ocorrer amanhã), não há previsão de alteração no formato da administração do Porto de Santos. “A Codesp continua como está. O nosso projeto é modernizar, é ouvir e fazer com que a Codesp tenha maior autonomia para resolver os problemas do dia a dia. A questão de abrir capital, de estadualizar, de aumentar a participação de pessoas de fora está sendo analisado pelo Ministério dos Transportes e pela Casa Civil da Presidência da Republica”, garante Campos.

Fonte: A Tribuna, 25/4/2017.