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Praticagem e dragagem são os próximos alvos de terminais portuários

By | 30 Out, 2017

A nova regulamentação da praticagem no país e um modelo diferente de realização da dragagem dos acessos aos portos são os temas que os terminais portuários privados vão priorizar como forma de melhorar a competitividade do setor no país.

Foi o que anunciou o presidente da ATP (Associação dos Terminais Portuários Privados), Murilo Barbosa, na abertura do 4º Encontro ATP, debate promovido pela entidade, em Brasília, para comemorar seus quatro anos de existência.

De acordo com Barbosa, a intenção é que os dois temas sejam tratados da mesma forma com que o Decreto de Portos foi trabalhado no ano passado, com debates em grupos de trabalho envolvendo toda a cadeia do setor e de forma transparente.

Para as empresas, o custo do serviço de praticagem, que consiste em orientar e dar segurança aos navios nos canais de acesso aos portos, é dos mais caros do mundo. Os práticos defendem que assumem despesas que deveriam ser das autoridades portuárias e, por isso, os custos ficam mais elevados.

O fato é que os operadores portuários já estão se articulando no Congresso Nacional para tentar criar projetos que possam reduzir os custos da praticagem. No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, houve tentativa de mudar as regras, inclusive com a instituição de um grupo na extinta Secretaria de Portos que tinha a intenção de criar uma tabela de preços, mas a ideia não foi muito longe e acabou abortada.

Fonte: Agência iNFRA, 25/10/2017.