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Reorganizar é o caminho

By | 27 Set, 2016

O Grupo Maersk anunciou uma revisão e atualização em sua carteira de negócios. A partir de agora a companhia passa a separar os negócios do grupo em duas divisões independentes: Transporte e Logística e Energia. As áreas e as empresas relacionadas, quer individualmente ou em combinação, serão agora separados por A.P. Moller – Mærsk A/S e Maersk Oil. De acordo com a companhia as mudanças “fazem parte do objetivo de gerar crescimento, aumentando agilidades e sinergias para destravar e maximizar o valor para os acionistas, com uma a visão de longo prazo”.

“Os setores em que operam são muito diferentes, e ambos vão enfrentar fundamentos subjacentes e ambientes competitivos muito diferentes. Separando as nossas empresas de transporte e logística e os nossos negócios de petróleo e derivados relacionados em duas divisões independentes nos permitirá concentrar em seus respectivos mercados. Isto irá aumentar a flexibilidade estratégica, reforçando sinergias entre as empresas de transporte e logística, assegurando ao mesmo tempo a agilidade para buscar soluções estratégicas individuais para as empresas de petróleo e derivados relacionados “, disse a presidente do Conselho, Michael Pram Rasmussen.

O foco principal da empresa, de acordo com o comunicado, é um maior crescimento a fim de entregar melhores serviços na classe de transporte e logística integrada. “Com base na posição única do Grupo dentro do transporte de containers e operações portuárias, além da posição significativa na gestão da cadeia de abastecimento e expedição de mercadorias, a área de Transporte e Logística vai alavancar ainda mais nossa posição de liderança através de novas ofertas de produtos, serviços digitalizados e soluções de clientes individualizados”.

O Transporte e Logística será composto pela Maersk Line, APM Terminals, Damco, Svitzer e Maersk Container Industry com base em uma estrutura de empresa com várias marcas. A missão dessas empresas, de acordo com o comunicado, “é permitir e facilitar cadeias de fornecimento globais e proporcionar oportunidades para os nossos clientes no comércio global”.

No setor de Energia a companhia salienta a necessidade de focar em desenvolvimentos separadamente com soluções estruturadas para os negócios de petróleo e derivados relacionados. O que para a Maersk exigirão soluções diferentes para o desenvolvimento futuro “e a separação de entidades individualmente ou em combinação sob a forma de joint-ventures, fusões ou listagem é uma delas”. Para a gigante Dinamarquesa dependendo do desenvolvimento do mercado e oportunidades estruturais, o objetivo é encontrar soluções para as empresas de petróleo e derivados relacionados dentro de 24 meses.

Além das mudanças estruturais a companhia também anunciou mudanças na gestão. Sucedendo Kim Fejfer, que durante os últimos 12 anos tem desenvolvido grande papel a frente da APM Terminals, Morten Engelstoft – atual CEO da APM Shipping Services e CEO da Maersk Tankers – assume o cargo de novo CEO da companhia. “Estou confiante de que a APM Terminals sob a liderança de Morten continuará a prosperar como um dos maiores operadores de terminais do mundo e executar com êxito as prioridades de custos, produtividade e conquista de novos negócios rentáveis”, disse Soren Skou, CEO do Grupo AP Møller – Maersk A/S.

Na Maersk Oil, o novo CEO será Gretchen Watkins, que era o atual Diretor de Operações na companhia. “Gretchen está bem posicionado e preparado para levar a Maersk Oil para a próxima fase estratégica de materializar os projetos sancionados, justificando a posição da Maersk Oil como uma empresa líder no Mar Norte otimizando o valor econômico e rentável da carteira atual”, apontou Claus Hemmingsen V., vice-CEO do Grupo.

Jakob Bo Thomasen decidiu deixar a Maersk Oil depois de 27 anos com o Grupo Maersk, o último dos quais 7 como CEO da Maersk Oil. Atualmente CEO da Supply Service da Maersk desde 2015, Jorn Madsen assumirá a nova posição de CEO da Maersk Drilling. Já Christian M. Ingerslev foi nomeado CEO da Maersk Tankers.

Desde 2008, se concentrando na construção de um conglomerado global transparente, a companhia gora se concentra em atuar com cada unidade de negócios operando em princípios puramente comerciais. Além disso, ela espera com sinergias de custos buscar uma melhor utilização dos ativos existentes pelo desenvolvimento de novas soluções digitais. “Nós esperamos entregar o crescimento da receita, eficiência de custos e melhorias de margem. As sinergias estimadas são esperadas para gerar até dois pontos percentuais de melhoria no ROIC – indicador de capital investido – durante um período de três anos. Não existem sinergias materiais esperadas em 2016”.

Fonte: Guia Marítimo, 26/9/2016.