O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, deu mais um passo para ampliar sua capacidade operacional com a homologação, pela Marinha do Brasil, das novas profundidades do canal interno, da bacia de evolução e dos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs 3A e 3B). As novas medidas, estabelecidas pela Portaria nº 190/2026, criam condições para que porta-contêineres de até 366 metros de comprimento operem com maior aproveitamento de carga. Para isso, ainda será necessária a conclusão do estudo de manobrabilidade, previsto para 2026.
Com a homologação, o canal interno passou a contar com profundidade de 16,25 metros, enquanto a bacia de evolução e os PGLs 3A e 3B alcançaram 18,39 metros. A atualização dos parâmetros de navegação representa um avanço para a infraestrutura portuária e poderá contribuir para aumentar a eficiência das operações, reforçar a segurança e ampliar a competitividade de Suape na atração de linhas marítimas internacionais.
O processo técnico envolveu levantamentos hidrográficos, análise das condições de navegabilidade e atualização dos parâmetros de segurança pela Autoridade Marítima, após a conclusão das obras de dragagem, em janeiro de 2026.
“Estamos transformando investimento em infraestrutura em capacidade efetiva de operação. A nova profundidade do canal interno permite que os navios operem em melhores condições de carga, aumenta a segurança e a eficiência e fortalece nossa capacidade de atrair novas linhas marítimas”, destaca o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
Porta-contêineres de grande porte
Suape já recebe porta-contêineres de até 366 metros de comprimento, como os da classe New Panamax. Com as novas profundidades homologadas e a futura conclusão do estudo de manobrabilidade, essas embarcações poderão aproveitar melhor sua capacidade de carga, com menos restrições de calado, respeitando os parâmetros de segurança estabelecidos pela Autoridade Marítima.
A melhoria das condições operacionais poderá favorecer a atração de novas linhas marítimas de longo curso e ampliar as possibilidades de conexões diretas com mercados internacionais. A expectativa é fortalecer a posição do complexo pernambucano nas rotas do comércio exterior.
Dragagem recebeu R$ 247 milhões em investimentos
As novas profundidades são resultado das obras de dragagem do canal interno, da bacia de evolução e dos PGLs, concluídas em janeiro deste ano. A intervenção recebeu investimentos de R$ 247 milhões, dos quais R$ 100 milhões foram destinados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e R$ 147 milhões vieram de recursos próprios de Suape.
Durante os trabalhos, foram retirados aproximadamente 4,18 milhões de metros cúbicos de sedimentos, permitindo adequar as profundidades e avançar na preparação do complexo para atender embarcações de grande porte.
A homologação pela Marinha representa, assim, uma etapa importante na transformação dos investimentos em infraestrutura em melhores condições de navegação e maior potencial de movimentação de cargas. A efetivação dos ganhos operacionais para os porta-contêineres de até 366 metros, entretanto, permanece condicionada à conclusão do estudo de manobrabilidade.
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