PAM fará vistorias em terminais portuários


Catalogar os recursos humanos e materiais disponíveis para o atendimento a emergências no Porto de Santos é o objetivo de auditorias que serão feitas pelo Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do complexo. No total, 40 terminais portuários serão vistoriados neste ano. A primeira auditoria aconteceu ontem nas instalações da Bandeirantes Logística Integrada, entre os armazéns 22 e 23 do cais santista.




A partir de agora, entre três e quatro terminais do cais santista serão auditados a cada mês. As vistorias foram definidas através de sorteios e são realizadas por integrantes do PAM, que reúne representantes de cada instalação do complexo marítimo.

De acordo com o coordenador geral do PAM do Porto de Santos, Evandro Lourenço, itens como extintores de incêndio e equipamentos de proteção são conferidos durante a auditoria. A equipe verifica ainda a disponibilidade de caminhões auto bomba e materiais de primeiros socorros, além da relação de profissionais habilitados para a utilização desses equipamentos, como brigadistas e socorristas.

Para o técnico de Segurança do Trabalho da Bandeirantes Logística Integrada, Andrew Gonzalez, a auditoria é importante para promover a integração entre os terminais do Porto. Com isso, em um eventual acidente, é possível garantir uma resposta mais rápida das equipes.




 “A ideia é trazer o contexto de que cada terminal tem que ter responsabilidade de manter os seus equipamentos. Mas não só isso, o vizinho também tem que se adequar. Não adianta um só investir em materiais e os outros não terem nada”, destacou.

“Checando o que a gente tem, se está tudo certo e disponível, o PAM consegue contar com o meu equipamento. Todo processo de auditoria é bom porque traz processos de melhorias para toda a empresa e pra segurança é necessário porque a gente precisa que tudo funcione”, explicou Andrew Gonzalez.

Na Bandeirantes, 40% dos colaboradores são brigadistas e estão distribuídos entre todos os turnos de trabalho. Além disso, a empresa, que tem 500 funcionários, conta com uma Central de Emergências 24 horas.

“Contamos com roupa de aproximação de incêndio e roupa específica para atendimento aos produtos químicos, que é a especialidade do terminal hoje. Indicamos tudo que a gente tem e poderia disponibilizar em um sinistro fora do terminal, quando o terminal auxiliaria uma emergência externa”, explicou Gonzalez.

Outras frentes de trabalho

Segundo o coordenador do PAM, esta é uma das frentes de trabalho previstas para o grupo neste ano. Outro plano é mapear as rotas de fuga que devem ser utilizadas em caso de acidentes no complexo marítimo santista.

“Hoje, a gente tem um fluxo de entrada bem complicado por conta das interferências com a Cidade e com linhas férreas. A ideia é fazer um mapeamento para que seja divulgado entre todos os terminais e que o Corpo de Bombeiros tenha ciência de que é fácil chegar ao local na hora do problema. O tempo de resposta é algo primordial para poder encerrar o sinistro”, destacou Lourenço.

Fonte: A Tribuna, 6/1/2017.

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