Rocha entra no Porto de Santana e impulsiona capacidade logística do Arco Norte
A Rocha Terminais Portuários e Logística deu início às operações no Porto de Santana, o principal terminal de cargas do Amapá, que fará transporte e escoamento de granéis sólidos vegetais como milho e soja. A nova unidade é a primeira da companhia na região Norte e um ponto estratégico para o comércio exterior do Brasil, especialmente para as regiões Norte e Centro-Oeste.

O contrato de concessão do terminal MCP03 prevê investimentos de R$ 88 milhões ao longo de 25 anos. A área possui 11,7 mil m² e capacidade de armazenagem de 76,6 mil toneladas.

“Esta expansão é um marco na trajetória da Rocha, uma empresa com mais de 160 anos de história que tem o cuidado com as pessoas e o foco na eficiência e crescimento do negócio para atender aos clientes. Nosso principal objetivo será desenvolver a área e oferecer empregos, contribuindo de forma estratégica para o desenvolvimento do Arco Norte a partir do aumento da capacidade operacional e da competitividade do Porto de Santana”, afirma o CEO da Rocha Terminais Portuários e Logística, Darlan De David.

A região compreendida como Arco Norte, que abrange portos ou estações de transbordo dos estados de Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão, vem se consolidando como importante polo logístico no País a partir do aumento da exportação, principalmente de grãos, e da importação de uma série de produtos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a importação de fertilizantes pelos portos do Arco Norte cresceu 98% nos últimos quatro anos, atingindo 7,01 milhões de toneladas.

A Rocha foi a vencedora do leilão realizado em 2024 para arrendamento da área MCP03 por R$ 58 milhões. Para Darlan De David, a entrada da companhia no Amapá reforça a credibilidade do porto local e representa uma oportunidade de expansão e modernização da infraestrutura brasileira. A empresa está comprometida com a ampliação do terminal, a extensão do cais em 30 metros e a construção de novos silos de armazenamento.

Com essas melhorias, o Porto de Santana ganha em competitividade e capacidade de escoamento de produtos e de mercadorias para mercados relevantes, como o europeu e o asiático. Além da China, maior comprador de grãos brasileiros, o Arco Norte exporta para Espanha, México, Japão e Países Baixos. “A proximidade com o Canal do Panamá e com a Europa por si só torna o escoamento pelo Norte atrativo. E os recentes investimentos públicos e privados vêm para impulsionar sua relevância para a economia nacional”, destaca De David.

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