Desativar a Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fica em Bertioga e fornece energia elétrica ao Porto de Santos, está entre os planos do novo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Luiz Fernando Garcia. A ideia do executivo é que o cais santista seja abastecido por uma das concessionárias responsáveis pelo fornecimento de eletricidade na região, a CPFL. Já a instalação centenária deve ser transformada em um museu.
Atualmente, a usina responde por 70% da energia consumida no Porto. Em momentos de pico, chega a 95%. Na Margem Direita (Santos), o restante é fornecido pela CPFL, por meio de um sistema de compensação. As redes das duas empresas estão interligadas – quando um sistema cai, o outro entra em operação automaticamente. Na Margem Esquerda (Guarujá e Área Continental de Santos), as redes são segregadas e os terminais recebem energia de três fontes: Itatinga e as concessionárias Elektro e CPFL.
A energia gerada por Itatinga é transmitida por circuitos trifásicos desde Bertioga até o Porto de Santos, por uma rede aérea que se prolonga por 30 quilômetros. Ao chegar na região do cais, esses cabos, agora subterrâneos, distribuem a eletricidade para outras 70 subestações ao longo do Porto. Essa rede, de 50 quilômetros de extensão, atende tanto a Docas como arrendatários e usuários do complexo marítimo.
Fonte: A Tribuna, 20/11/2018.
Share
Read Also Other News
| 16 out, 2026
Leilão de terminal do Porto do Itaqui prevê R$ 147 milhões para ampliar movimentação de fertilizantes
Read more
| 16 out, 2026
Marinha homologa novas profundidades e amplia potencial operacional do Porto de Suape
Read more
| 16 out, 2026
Portos RS abre licitação para concessão de sete áreas no Porto de Porto Alegre
Read more
How can we help?
Tell us how we can help with one of our services and solutions.