O Porto de Santos voltou a registrar recorde na movimentação de contêineres, com a marca de 452 mil TEU em fevereiro de 2026, aumento de 4% em elação ao mesmo mês do ano passado. TEU é a medida padrão para contêineres.
No movimento total, em toneladas, houve leve aumento de 0,4% em relação a fevereiro do ano passado, com o registro de 13,17 milhões de toneladas. O resultado pode ser considerado positivo, uma vez que o acumulado de chuva no mês ultrapassou a média histórica e as cargas de maior movimento (graneis vegetais) são sensíveis ao clima chuvoso. Houve queda de 12,6% nos embarques do complexo soja (grãos e farelo), que foi compensada em grande parte por aumento de 46,8% nos embarques de açúcar.
Os embarques no mês sofrearam queda de 1,7% em relação a fevereiro de 2025. Foram 9,33 milhões de toneladas neste ano contra 9,50 milhões há um ano. Os desembarques registraram aumento de 5,9%, sendo 3,84 milhões de toneladas neste fevereiro contra 3,62 milhões no mesmo mês do ano anterior.
Movimento acumulado
No acumulado do ano, também foi registrado recorde na movimentação de contêineres. Foram 919,2 mil TEU, um aumento de 2,6% em relação ao ano passado e melhor marca histórica para o 1º bimestre do ano.
O saldo em toneladas é favorável em relação a 2025, devido ao resultado de janeiro, que foi recorde. São 25,9 milhões de toneladas no 1º bimestre de 2026 contra 24,8 milhões do ano anterior. Os embarques tiveram crescimento de 4,5%, com a marca superior a 18 milhões de toneladas, contra 17,2 milhões no ano passado. Os desembarques, com impacto do desempenho favorável do transporte de graneis líquidos (que cresceu 11,8% em relação ao 1º bimestre de 2025 e também é recorde, com 3,2 milhões de toneladas), foram 5% maiores que os de 2025, em um total de 7,9 milhões. Neste segmento, o adubo também é destaque, com crescimento de 4,8% e 1,46 milhões de toneladas movimentadas.
Porto de Paranaguá registra maior operação de cevada em um único navio
O navio graneleiro Mercury Island, vindo da Argentina, descarregou 50 mil toneladas de cevada no berço 202 do Porto de Paranaguá. A operação foi concluída nesta quarta-feira (18) e estabeleceu o recorde de maior volume desse produto movimentado em um único navio no Paraná. A carga agora segue para o interior do Estado.
O recorde anterior havia sido registrado pelo navio Akra, em 26 de janeiro deste ano, com a movimentação de 49.448 toneladas. “Esses recordes sequenciais só são possíveis com o aumento do calado, que permite receber navios cada vez mais carregados”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
As ações e os investimentos constantes em dragagem permitiram o aumento do calado operacional, que corresponde à distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Um calado maior possibilita que o navio transporte mais mercadorias em uma única viagem, ampliando a capacidade operacional da estrutura portuária e reduzindo custos logísticos.
Em menos de um ano, a empresa pública obteve duas autorizações para aumento do calado, resultado de um trabalho contínuo de planejamento e execução. Em dezembro de 2024, o calado passou de 12,8 metros para 13,1 metros e, em setembro de 2025, para 13,3 metros. Os 50 centímetros adicionais permitiram, por exemplo, o embarque de 3,7 mil toneladas a mais por navio.
Crescimento na movimentação de cevada
A cevada, principal matéria-prima da cerveja tradicional, registrou crescimento de 34% na movimentação pelos portos paranaenses. No comparativo entre o primeiro bimestre de 2025 e o de 2026, o volume passou de 123.404 toneladas para 165.338 toneladas.
Além da produção de malte, o cereal também é utilizado na alimentação humana e na fabricação de ração animal. “Apesar de o Paraná ser o maior produtor de cevada do Brasil, a demanda interna é elevada, e o Estado segue como um dos principais destinos do produto”, afirmou o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.
Paraná como polo cervejeiro
De acordo com dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2024 o Paraná contava com 174 cervejarias registradas, número 3% superior ao do ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor investiu cerca de R$ 5 bilhões na fabricação da bebida, na aquisição de insumos, na modernização dos processos produtivos e na produção de embalagens.