FIESC defende desembarque de cargas industriais no porto de São Francisco
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em ofício enviado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), manifestou sua preocupação com alterações nas regras de operação do Porto de São Francisco do Sul, afetado por eventos climáticos que atrasaram atracações.

Para a entidade, é vital manter-se, minimamente, o atendimento do setor industrial e garantir que todos os setores da economia catarinense possam seguir com seu planejamento. No documento, a Federação aponta que a priorização de fertilizantes nos desembarques no porto pode levar ao desbalanceamento da operação portuária, impactando negativamente todo o ecossistema econômico.

A situação afeta importantes setores industriais com significativa contribuição para exportações e geração de emprego e renda. São segmentos como os de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; metalurgia; indústria automotiva; naval; de ferramentas, assim como a construção civil. “A retenção de navios com cargas siderúrgicas provoca distorções tanto para os trabalhadores do Porto quanto para os habitantes de São Francisco do Sul e entorno, visto que muitos estão diretamente conectados e dependentes de empresas que processam e vendem produtos siderúrgicos descarregados a partir do terminal”, explica o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

A FIESC lembra que todos os setores econômicos têm enfrentado problemas logísticos relacionados com eventos climáticos severos, situações como a paralisação do Porto de Itajaí e ainda conflitos internacionais (Oriente Médio), que aumentam os custos do frete e geram atrasos consideráveis em toda a cadeia.

Aguiar destaca que o cenário de atrasos na atracação no Porto de São Francisco do Sul comprova a situação preocupante dos complexos portuários em Santa Catarina. “É grave não termos perspectivas de solução no curto prazo. São necessários investimentos relevantes urgentes para adequar nossos portos e permitir que navios maiores possam acessar os terminais, melhorando a eficiência”, explica. “Mas a realidade é que ainda temos que batalhar pelo mínimo, pelas condições básicas e indispensáveis, como filas de espera de navios e dragagem de manutenção do acesso ao complexo de Itajaí, por exemplo”, destaca.

“Esses problemas se somam a acessos rodoviários precários, também necessitando de investimentos. A situação da infraestrutura e logística em SC é precária, com reflexos no comércio exterior de todo o Brasil. Santa Catarina não merece essa situação.”

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