Fundo da Marinha Mercante contrata R$ 14,43 bilhões em investimentos em três anos
Os investimentos apoiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) têm impulsionado o fortalecimento da indústria naval brasileira e contribuído para a geração de emprego e renda em diversas regiões do país. Entre 2023 e 2026, foram contratados R$ 14,43 bilhões para a execução de 849 obras, com impacto direto na criação de 48.708 empregos e no desenvolvimento de projetos estratégicos para a navegação e a logística nacional.

"Estamos impulsionando projetos que modernizam a frota, fortalecem os estaleiros, movimentam as economias regionais e contribuem para uma logística mais eficiente, sustentável e integrada. Esses investimentos conectam oportunidades e promovem desenvolvimento em todas as regiões do Brasil”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos também estimulam cadeias produtivas locais, movimentando fornecedores, serviços especializados e mão de obra qualificada. "Os investimentos apoiados pelo Fundo geram emprego, renda e oportunidades, além de contribuir para a modernização da frota nacional e para o aumento da competitividade do transporte aquaviário", destacou.

Investimentos que chegam à todo o país


Os valores contratados pelo Fundo da Marinha Mercante alcançam diferentes regiões brasileiras. O Amazonas lidera em número de empreendimentos apoiados, com 233 obras contratadas e investimentos de R$ 1,68 bilhão. Em seguida aparecem o Pará, com 173 obras e R$ 1,62 bilhão em recursos, e o Rio de Janeiro, com 135 obras e R$ 1,63 bilhão contratados.

Em volume de investimentos, Santa Catarina se destaca com R$ 5,73 bilhões aplicados em 91 obras. Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul também integram o conjunto de estados beneficiados pelos recursos do Fundo, evidenciando a abrangência nacional da política pública.

A distribuição dos investimentos reafirma o papel estratégico da indústria naval para o desenvolvimento regional, especialmente em áreas onde a navegação desempenha função essencial para a movimentação de cargas, o abastecimento e a integração territorial.

Geração de empregos


Entre os projetos em execução, destaca-se a atuação do Juruá Estaleiro e Navegação, localizado em Iranduba (AM), na Região Metropolitana de Manaus. Com mais de três décadas de atuação, a empresa desenvolve embarcações e estruturas voltadas à navegação interior, incluindo balsas, empurradores, rebocadores e sistemas de transbordo de cargas.

Atualmente, o estaleiro executa a construção de 108 balsas mineraleiras para a LHG Mining, empreendimento de R$ 767,2 milhões com potencial para gerar 5.616 empregos diretos. Também está em andamento a construção de três empurradores fluviais, projeto de R$ 327,6 milhões que deverá criar outros 2.037 postos de trabalho diretos.

"Ver as primeiras barcaças do projeto LHG Mining sendo lançadas foi um momento especial, mas o mais importante é acompanhar o impacto desses investimentos na vida das pessoas. Hoje, mais de dois mil trabalhadores atuam no estaleiro, e centenas de mulheres foram capacitadas e incorporadas à indústria naval. Os recursos do Fundo da Marinha Mercante estão gerando oportunidades, renda e desenvolvimento para famílias de toda a Amazônia", destaca a diretora de Operações do Estaleiro Juruá, Déborah Camely.

Logística mais eficiente


Nos primeiros meses de 2026, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou R$ 11,65 bilhões para novos projetos voltados à construção e modernização de embarcações, estruturas de transbordo, fortalecimento da navegação interior e infraestrutura aquaviária.

Entre as iniciativas aprovadas está o projeto para construção de 36 embarcações destinadas à Transpetro, empresa responsável pela logística de combustíveis do Sistema Petrobras. O empreendimento contempla a construção de 18 barcaças em Manaus (AM) e de 18 empurradores em Santa Catarina, contribuindo para ampliar a capacidade operacional do transporte aquaviário e fortalecer a segurança logística do país.

"Ao apoiar a construção de embarcações e a expansão da capacidade operacional do setor, o Fundo fortalece corredores logísticos essenciais, estimula a indústria nacional e contribui para uma logística mais eficiente, competitiva e sustentável para o país", destacou o diretor de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, Daniel Aldigueri.

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