GOVERNO FEDERAL ASSINA CONCESSÃO PARA CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA IPTUR BRASILEIRA

O Brasil terá, pela primeira vez em sua história, uma Instalação Portuária de Turismo Náutico (IPTur) Plena. Será o primeiro porto exclusivo para transatlânticos e recepção de turistas, composto por uma infraestrutura comparável a de aeroportos, com lojas, restaurantes, áreas de lazer para a recepção de turistas brasileiros e estrangeiros e abastecimento de insumos e víveres. O empreendimento BC Port, da empresa Ports Developed by Shiphandlers (PDBS), terá 25 anos de concessão para essas operações em Balneário Camboriú (SC). A concessão foi homologada em agosto pelo Ministério de Infraestrutura.


“Trata-se de um empreendimento muito importante, que vai mudar o conceito de turismo no Brasil, com capital estrangeiro, e esperamos que outras iniciativas destas possam ser aprovadas em toda costa brasileira e outras localidades importantes, como a Amazônia e o Pantanal”, disse o presidente Jair Messias Bolsonaro, durante encontro com o CEO da PDBS, André Guimarães.


O aceno do governo para esta concessão já havia sido dado dias antes da assinatura, durante o 3° Fórum Clia Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), em Brasília. Nesse encontro, o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, anunciou que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar pelo menos 15 portos ao longo da costa brasileira, especialmente construídos para a recepção de turistas. Um investimento para viabilizar no Brasil um setor que, atualmente, e sem nenhuma infraestrutura condizente com a modalidade, movimentou cerca de R$ 2 bilhões na temporada 2018/2019. “Serão portos modernos, com mini-shoppings, hotéis, para que a gente possa ter condições de receber o turista com conforto e comodidade”, afirmou o ministro, em coletiva à imprensa durante o 3° Fórum Clia Brasil.


São justamente essas características que fazem do BC Port um projeto pioneiro e sustentável, capaz de revolucionar o setor em todo o Brasil.  Em pleno 2019, o país ainda opera em portos predominantemente de carga adaptados para operações turísticas. É o caso do Porto de Santos, onde os passageiros sentem os impactos das operações portuárias e enfrentam poeira e mau cheiro dos embarques e desembarques de grãos. Eles também precisam atravessar instalações portuárias e até as linhas férreas, às vezes precisando esperar o fim de manobras de trens para só depois descarregar as bagagens.


Além disso, as rotas do Atlântico Sul são precariamente atendidas por terminais de apoio, onde o navio ancora em alto mar e os passageiros seguem em botes salva-vidas para a costa. Desembarcam em pequenas marinas, em alguns casos até em pequenos botes, que oferecem certo risco, já causaram acidentes e sua navegação depende das condições do mar.


IPTur são necessárias


Dados da Clia Brasil apontam que o turismo de cruzeiros no Brasil voltou a registrar crescimento na temporada 2018/2019, após alguns anos de baixa. Por isso, para Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil, o investimento do governo federal neste setor será fundamental para seu desenvolvimento. “O setor voltou a crescer. Esta é a segunda temporada de alta, na qual crescemos 10% em relação à anterior. Para a próxima, já prevemos um aumento de 6,5%”, comentou.


Por isso, para atender a contento esse público interessado em turismo de cruzeiros marítimos, e que em todo mundo movimenta bilhões de dólares, o Brasil necessita de IPTur Plenas. Uma de suas vantagens é a garantia de reter nas cidades o imposto pago com passagens para o cruzeiro e com o inevitável consumo desse público no comércio local durante no município de embarque, visto que, para embarcar, o passageiro precisa chegar um dia antes na cidade, onde ele pode ficar até mais dias, dependendo dos atrativos turísticos disponíveis.


Uma IPTur oferece ainda ao visitante uma estrutura comparável à de um pequeno shopping, com lojas, restaurantes, áreas de lazer e demais serviços, como lojas de câmbio e hospedagem dos passageiros. Os benefícios também se estendem às operadoras, que nas IPTur podem encontrar locais abrigados para abastecimento dos navios com insumos, além da geração de emprego e renda para a localidade.


O investimento na construção do BC Port é de cerca de R$ 320 milhões, somente na obra. Sua construção, no Pontal Sul da Praia Central de Balneário Camboriú, prevê a circulação de materiais para a obra e movimentação de mercadorias pelo rio Camboriú, cuja revitalização também está nos planos da PDBS, além de investimento integral em mão de obra local para a construção do empreendimento.


Fonte: Informativo dos Portos, 07/11/2019.

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