O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o crescimento do turismo brasileiro e a importância estratégica dos cruzeiros para ampliar a geração de empregos, renda e a circulação de visitantes pelo país durante a abertura do 8º Fórum Clia Brasil 2026. A cobertura é do Portal Mercado & Eventos. Durante o evento em Brasília, o ministro afirmou que o governo seguirá dialogando com a indústria para tornar o ambiente de negócios mais atrativo e estimular a expansão da atividade.
Em sua fala, Feliciano celebrou o momento vivido pelo turismo nacional e afirmou que o setor vem registrando resultados históricos. Segundo o ministro, o Brasil recebeu quase 6 milhões de turistas estrangeiros entre janeiro e julho de 2026, além de manter recordes no turismo doméstico e nos gastos realizados por visitantes internacionais no país. “O turismo do Brasil tem vivido um momento extraordinário. Temos alcançado inúmeros recordes e continuamos, em 2026, nesse mesmo sentido”, afirmou.
O ministro também destacou o papel do turismo na economia e no mercado de trabalho. Segundo ele, a atividade é responsável por cerca de 2,4 milhões de postos de trabalho e figura entre as principais cadeias produtivas do país. “Além de ser um vetor econômico de transformação, o turismo é também um vetor social, que gera emprego e renda para o nosso povo”, ressaltou.
Cruzeiros ganham destaque na próxima temporada
Ao falar especificamente sobre o mercado de cruzeiros, o ministro comemorou o crescimento previsto para a próxima temporada. Segundo ele, haverá um aumento de 24% na oferta de leitos, com a capacidade chegando a cerca de 230 mil camas disponíveis.
O ministro ressaltou que os cruzeiros têm um papel importante na captação de turistas e na distribuição dos visitantes por diferentes regiões do Brasil, já que os roteiros permitem que um mesmo viajante conheça diversas cidades e destinos.
“O turista de cruzeiro não se atém a um único destino. Ele visita várias regiões, várias cidades e pode contemplar o nosso país como um todo”, destacou. Segundo Feliciano, a próxima temporada também contará com uma oferta ampliada de destinos, incluindo cidades que não estavam presentes em programações anteriores.
Custos e segurança jurídica estão entre os desafios
Apesar do cenário positivo, o ministro reconheceu que ainda existem desafios para ampliar a presença dos cruzeiros no país. Entre os pontos citados estão os custos das operações, a regulamentação, a segurança jurídica e diferentes questões relacionadas à infraestrutura e à operação nos portos e destinos.
“Há várias coisas que impactam o custo da operação dos cruzeiros. A regulamentação e a segurança jurídica precisam ser tratadas de forma efetiva”, afirmou. Feliciano disse que o Ministério do Turismo tem mantido diálogo com a Clia, além de outros órgãos e entidades, para buscar soluções e reduzir obstáculos à expansão da atividade.
“A gente precisa diminuir esses custos e fazer com que o ambiente seja mais atrativo para o nosso país”, defendeu.
Brasil deve ampliar integração regional
Outro ponto destacado pelo ministro foi a integração dos cruzeiros brasileiros com outros mercados da América do Sul. Segundo ele, muitos turistas internacionais planejam viagens que combinam o Brasil com destinos como Argentina e Uruguai, o que torna necessária uma visão regional para o desenvolvimento da atividade.
“O Brasil é líder desse mercado na região. Uma decisão ou uma ação tomada aqui também pode impactar a atração de outros países”, afirmou.
Para o ministro, o fortalecimento do mercado de cruzeiros exige uma atuação integrada entre governos e destinos da região, ao mesmo tempo em que o Brasil mantém sua liderança na captação de passageiros e na atração de navios.
“Nosso desafio é manter e ampliar”
Ao encerrar sua participação, Feliciano reforçou que o objetivo do governo é manter o crescimento do turismo brasileiro e ampliar os resultados alcançados. No caso dos cruzeiros, o ministro afirmou que o aumento previsto para a próxima temporada precisa ser apenas mais um passo no processo de expansão do setor.
“Nosso grande desafio é manter e ampliar. Não basta manter o que nós temos. Para que o Brasil se torne essa potência turística que todos desejamos, precisamos ampliar as nossas conquistas”, declarou.
O ministro também colocou o Ministério do Turismo à disposição da indústria para o diálogo e a construção conjunta de soluções. “O Ministério do Turismo é a casa de vocês. Estamos sempre abertos à discussão e ao diálogo para construir soluções que contemplem a entidade, mas que também façam com que a experiência dos turistas no Brasil seja cada vez melhor”, concluiu.