Novo modelo de dragagem é defendido por especialistas


A dragagem vem sendo um problema recorrente no Porto de Santos. Atualmente, o complexo está sem o serviço em alguns de seus trechos, o que impede que navios com mais capacidade atraquem nos terminais do cais santista.




O tema foi debatido por autoridades do Porto de Santos e representantes dos empresários do setor durante o debate do painel Um novo modelo de dragagem portuária, nesta terça-feira (20), na 14ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no Mendes Convention Center.




Para o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codeps), José Alex Botêlho de Oliva, a burocracia atrapalha as licitação do serviço e que não se pode focar em apenas um modelo já existente, o importante é a colaboração de todos os envolvidos para que se ache uma forma ideal para o Porto de Santos.


"Não tem receita, temos que buscar uma solução que atenda as nossas necessidades e buscar um modelo que nos traga segurança", afirmou Oliva.




Já a Praticagem pede uma decisão sobre o calado (a altura da parte da embarcação que fica submersa) para que os profissionais trabalhem com mais segurança, além de poder monitorar se a profundidade se manteve, para assim solicitar as autoridades manutenção dos locais que precisem.

"Nos temos alguns problemas, que se não houver uma batimetria constante e uma dragagem constante para se manter um nível de excelência ocorrerá problemas de segurança", afirmou o Claudio Paulino, Diretor Presidente da Praticagem.


Meio-ambiente 




Em relação aos problemas de erosão na Ponta da Praia, em Santos, o doutor em Engenharia Civil - Obras Hidráulicas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Paolo Alfredini, explicou que a partir de estudos realizados, foi analisado que a dragagem é um dos menores fatores para a erosão no local.




Alfredini ainda explicou que a urbanização do local, desde o século XX, até mesmo as mudanças que aconteceram no meio-ambiente nos últimos anos fizeram com que o local perdesse seus sedimentos.

"A dragagem é minimamente culpada por qualquer situação no local", afirmou Alfredini.

Fonte: A Tribuna, 20/9/2016.



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