Novo presidente da Codesp quer concessão do canal do Porto
Concluir o processo de concessão do canal de navegação do Porto de Santos e colocar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) na vanguarda da administração portuária nacional. Estas são algumas das metas do novo diretor presidente da estatal, Casemiro Tércio Carvalho. O engenheiro naval assumiu o cargo no início da noite de segunda-feira (25), mais de dois meses após ser escolhido pela equipe de transição e um mês após a indicação do Ministério da Infraestrutura.

A nomeação ocorreu durante reunião do Conselho de Administração (Consad) da Docas. Agora, em parceria com os dois diretores já nomeados – a diretora de Engenharia, Jennyfer Tsai, e o responsável pela área de Relações como Mercado e Comunidade, Danilo Veras –, o executivo pretende concluir o plano de ação dos primeiros 100 dias de gestão.

“A gente veio para fazer a concessão do canal e a concessão dos serviços que hoje estão na mão da Codesp. Eu digo que cuidar de pessoas, de time está na conta. Nosso time tem capacidade técnica e liderança gerencial para tal coisa, vem no pacote”, destacou o executivo.

Ao citar a concessão do canal, Carvalho se refere não só às obras de dragagem. Segundo ele, a ideia é repassar à iniciativa privada os serviços de monitoramento ambiental, plano de área, balizamento e sinalização do canal de navegação.

Há alguns anos, o então Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – hoje, Ministério da  Infraestrutura – iniciou estudos para verificar a viabilidade e os impactos da concessão do canal de navegação do cais santista. Porém, o levantamento não chegou ao fim. Segundo Carvalho, o plano é ter acesso a esses estudos e, a partir daí, concluir o processo.

Arrendamentos

O novo presidente também pretende fazer um levantamento dos contratos de arrendamento que estão vencidos, por vencer ou em situação de transição. A ideia é agilizar os procedimentos para a relicitação das áreas.

Carvalho ainda acompanhará o caso Libra – a empresa terá de pagar à Docas as obrigações previstas nos contratos de arrendamento dos terminais 35 e 37. A dívida é estimada pela Autoridade Portuária em R$ 2,7 bilhões.

“Hoje, você tem um ambiente em que nós vencemos a arbitragem da Libra. Ao mesmo tempo, ela já declarou processo de recuperação judicial no ano passado e isso vai repercutir no balanço da Companhia. E o que a gente está discutindo é: vai entrar em falência ou não? A gente precisa tomar as medidas imediatas nesse assunto. Garantir se vai receber em espécie, se vou bloquear algum bem e reverter para o caixa da empresa, enfim, equacionar de alguma forma isso”, afirmou o novo presidente da Autoridade Portuária.

Fonte: A Tribuna, 26/02/2019.

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