Uma das principais obras de infraestrutura portuária em andamento no estado atingiu um novo marco. A ampliação do berço de atracação do píer do TESC (Terminal Santa Catarina) no Porto de São Francisco do Sul chegou a 50% de execução após a conclusão do cravamento das estacas offshore, etapa considerada uma das mais complexas do projeto.
A intervenção, que recebe investimento de R$ 100 milhões, vai ampliar a capacidade operacional do terminal e permitir, a partir de outubro de 2026, a atracação de dois navios ao mesmo tempo, inclusive transportando cargas diferentes.
A expansão também prepara a estrutura para receber embarcações de maior porte após o aprofundamento do canal da Baía da Babitonga.
Responsável pela obra, a Solaris finalizou a instalação das estacas tubulares de aço que darão sustentação à nova estrutura do píer. A operação foi executada em ambiente offshore (afastado da costa) sem interromper a rotina do terminal.
Segundo a empresa, a conclusão da fundação representa metade do cronograma da obra. Agora, os trabalhos entram em uma nova fase, que inclui a construção da superestrutura com lajes pré-moldadas de concreto, o prolongamento da correia de embarque e a instalação dos equipamentos que permitirão ampliar a operação portuária.
De acordo com Giliano Costa, diretor de Projetos Estratégicos da ME Solaris, o maior desafio foi executar uma obra marítima mantendo o terminal em pleno funcionamento. Atualmente, a obra gera cerca de 150 empregos.
“Conseguimos concluir toda a etapa de fundação sem impactar a atracação e a desatracação dos navios e seguimos preparados para avançar com segurança e eficiência.”
Estrutura vai ampliar capacidade do terminal
A expansão permitirá que o terminal opere dois navios ao mesmo tempo, aumentando a produtividade e reduzindo o tempo de espera das embarcações.
Além disso, com a futura dragagem e o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga, a estrutura estará apta a receber supernavios, ampliando a competitividade do porto na movimentação de cargas.
As estacas metálicas utilizadas na obra foram fornecidas pela ArcelorMittal Projects, que entregou aproximadamente 770 toneladas de tubos estruturais para a fundação da ampliação.
Segundo a Solaris, o cumprimento do cronograma também depende da atuação das empresas responsáveis pela obra civil e pela futura instalação da estrutura metálica e do prolongamento da correia transportadora.
Plano prevê mais de R$ 500 milhões em nova expansão
A ampliação do píer é apenas a primeira etapa de um projeto mais amplo de modernização do TESC, controlado desde o início de 2026 pela ME Solaris, empresa ligada à Oman Investment Authority.
A segunda fase do plano já está em processo final de licenciamento ambiental e prevê investimentos superiores a R$ 500 milhões.
Entre as obras previstas estão a construção de um novo armazém, dois silos de armazenagem e três novos tombadores de caminhões, ampliando significativamente a capacidade de recebimento, estocagem e movimentação de grãos.
O projeto também prevê medidas voltadas à sustentabilidade, incluindo ações de descarbonização, melhoria da eficiência energética e redução dos impactos operacionais. A expectativa é que essa nova etapa tenha início no segundo semestre de 2026 e seja concluída em aproximadamente dois anos.