PDZ do Porto de Santos projeta aumento de capacidade em 50% até 2040
A Santos Port Authority (SPA) apresentou à imprensa, nesta segunda-feira (17), o novo zoneamento do Porto de Santos. Também conhecido como PDZ, o plano pretende ser um instrumento de planejamento sustentável para o desenvolvimento racional das atividades e da ocupação das áreas portuárias no longo prazo. O PDZ define a ocupação das áreas, considerando um aumento de aproximadamente 60% na movimentação de cargas para 214,9 milhões de toneladas até 2040.

As principais diretrizes do PDZ são a eficiência operacional e a integração porto-cidade. No que se refere à eficiência operacional, prevê a consolidação de áreas para a 'clusterização' de cargas, dedicação de berços aos terminais contíguos e o aumento da participação do modal ferroviário nas operações. No aspecto de integração com a cidade, o plano abrange soluções para interferências de acessos, destinação do cais do Valongo à movimentação de passageiros em navios de cruzeiro e a elaboração de um plano mestre para preservação do patrimônio histórico e cultural.

O presidente da SPA, Casemiro Tércio Carvalho, destacou que o plano inaugura uma nova fase na relação entre o porto e a cidade, embasada na preocupação com o desenvolvimento sustentável. “Trata-se de dar maior eficiência à movimentação de cargas, garantindo melhorias na qualidade de vida dos cidadãos.” Outro ponto destacado por Casemiro foi a concepção do plano, considerando uma nova realidade de gestão da autoridade portuária também como um agente de atração comercial de cargas e de investimentos.



O PDZ foi elaborado ao longo do último ano a partir das bases de dados oficiais das cadeias de cargas, com projeções e ajustes com as informações de mercado, bem como a produção econômica nas áreas de influência do porto. O ponto de partida foi o Plano Mestre, instrumento de planejamento portuário elaborado pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra). Publicado em abril de 2019, o Plano Mestre estabelece dez meses para a SPA enviar o PDZ à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNTPA), ligada ao Minfra.




O plano abrange tanto as necessidades de expansão de capacidades quanto as demandas dos municípios, promovendo alterações de zoneamento e melhoria de acessos.

O novo PDZ foi apresentado e discutido com mais de 30 entidades, tanto do setor portuário como representantes da sociedade. A primeira apresentação foi feita ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP), integrado por representantes do empresariado, dos trabalhadores portuários e do poder público. As demais ocorreram para associações de empresários, sindicatos de trabalhadores, representantes de usuários, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Comercial de Santos (ACS) e representantes dos municípios de Santos e Guarujá, entre outros. Após as contribuições, a SPA incorporou algumas sugestões, tais quais a destinação de uma área para operadores de cais público.

Aumento da capacidade

As projeções apontam para uma capacidade instalada de 240,6 milhões de toneladas em 2040, alta de 50% sobre o cenário atual. Atendendo a diretrizes do Minfra de aumentar a participação da ferrovia nos portos, a movimentação prevista para o modal deve crescer mais de 90%, elevando a fatia dos trilhos no Porto de atuais 33% para 40% no cenário de projeção.

As instalações destinadas a contêineres terão o maior crescimento de capacidade entre todas as cargas: alta de 64%, saindo de 5,4 milhões TEUs para 8,7 milhões TEUs.

Com ampliação de 25,6 milhões de toneladas, a capacidade de movimentação de granéis sólidos vegetais passará das atuais 69,7 milhões de toneladas para 95,3 milhões de toneladas, um ganho de quase 30%.

A implantação de novos berços de atracação e o aumento no volume de tancagem elevarão a capacidade atual de movimentação de granéis líquidos químicos e combustíveis de 16 milhões de toneladas para 22,4 milhões de toneladas, aumento de 40%.

Na celulose, carga predominantemente ferroviária, a oferta aumentará de 7,1 milhões de toneladas para 10,5 milhões de toneladas, alta de 50%.

Integração Porto-Cidade

Nesse aspecto, o plano estabelece diretrizes como a eliminação de passagens de nível de tráfego rodoviário e ferroviário, proporcionando mais segurança e agilidade no deslocamento de trabalhadores e do público que circula na área portuária e em seu entorno.

Busca ainda fomentar a atividade no centro histórico com a dedicação de área para implantação de terminais de passageiros, podendo agregar até 8 novos berços de atracação para esse fim na região o Valongo.

O plano também prevê a destinação da área da Prainha (em Guarujá) para armazenagem e movimentação de carga geral, além da preservação do patrimônio histórico e cultural sob controle da autoridade portuária.

Fonte: Portos e Navios, 17/02/2020.

Read Also Other News

Agência Porto
| 04 fev, 2026

Governo brasileiro ratifica Convenção TIR e destrava ‘passaporte de cargas’ para a Rota Bioceânica

Read more
Agência Porto
| 04 fev, 2026

Alckmin: governo vai trabalhar com o Congresso para a votação célere do acordo Mercosul-UE

Read more
Agência Porto
| 04 fev, 2026

Arrendamento no Porto de São Sebastião pode alterar mapa logístico de SP

Read more

How can we help?

Tell us how we can help with one of our services and solutions.

Request a quote

This website uses cookies to personalize content and analyze website traffic. Meet our Privacy Policy.