Porto de Paranaguá simula manobras para expansão da infraestrutura portuária
A comunidade portuária participou de simulações de manobras de navios, considerando a ampliação do atual píer público de granéis líquidos (PPGL), a implantação de um novo píer no Terminal de Líquidos (PAR50) e a construção da nova estrutura do píer em “F” para carregamento de granéis sólidos vegetais no Porto de Paranaguá.

No Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), práticos, comandantes de rebocadores e representantes da Capitania dos Portos e da Portos do Paraná puderam analisar, durante a última semana, em ambiente digital, os cenários de atracações, desatracações e de evoluções das embarcações com as futuras configurações a serem construídas.

“As simulações tiveram como foco a ampliação do PPGL e a influência das demais estruturas em estudo. No primeiro dia, avaliamos como a implantação da primeira fase do píer em “F”, previsto para o cais oeste, impactaria as manobras no PPGL. No segundo, analisamos as operações com o píer em “F” completo e com o píer em “L” do PAR50, levando em conta também a ampliação da bacia de evolução”, explicou Julia Bruch, coordenadora de Sinalização, Balizamento e Monitoramento da Portos do Paraná.

De acordo com ela, os cenários de testes foram montados com base em informações coletadas na Baía de Paranaguá, como marés, correntezas e rajadas de vento. A partir disso, o simulador realiza cálculos e projeta, em tempo real, diferentes condições de manobras dos navios. “É como se a gente estivesse com o prático a bordo, dando as orientações para o comandante do navio. Os cenários incluem navios leves e carregados, calados atuais e projeções de aumentos futuros, permitindo identificar riscos operacionais e avaliar como mitigá-los”, destacou.

O prático é o profissional com profundo conhecimento da área que o navio irá percorrer, desde a entrada do canal até o berço de atracação no cais. Ele é o responsável por apontar ao comandante os pontos exatos de navegação e garantir todas as manobras com extrema segurança.

De acordo com a coordenadora, a equipe técnica da USP irá elaborar um relatório consolidando os resultados obtidos. “Os pesquisadores irão analisar todos os dados gerados durante as simulações, incluindo a atuação dos práticos e dos rebocadores, e apresentar recomendações técnicas para cada cenário, considerando, por exemplo, a tábua de marés e a intensidade das correntes”, apontou Julia.

Além da coordenadora, representaram a Portos do Paraná o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira; o gerente de Engenharia Marítima, João Jardim; o capitão de Mar e Guerra, Mauricio Tinoco Benvenuto; o capitão-tenente Gilmar Ercival Brand; os práticos Julio Nadolny e Bruno Aguiar; e representantes das empresas de rebocadores.

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