Projeto da Poli busca aumentar a produtividade nas zonas portuárias e ajudar o meio ambiente
As zonas portuárias são extremamente importantes para todos os setores: desde o comércio à empregabilidade. Dada essa relevância, o projeto Monitoramento Dinâmico da Carga e Descarga de Navios em Tempo Real para o Ganho de Produtividade e Redução de Particulados, apoiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), busca auxiliar na resolução dos problemas que envolvem os portos. 

“A ideia foi trazer técnicas de fábrica para o porto, para o navio. A gente está sempre preocupado com a eficiência dos sistemas, ou seja, como é que a gente consegue diminuir o desperdício, melhorar a produtividade, ou seja, produzir mais com menos? Esse é o grande lema da engenharia de produção”, diz o professor Daniel Mota do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do projeto.

Processo

O foco do projeto é ganhar eficiência na atividade portuária e os métodos utilizados para isso são tecnológicos e no campo da inteligência artificial. “Vamos monitorar, filmar esses navios e os dados que são coletados pela câmera serão tratados por redes neurais e por algoritmos para que a gente extraia desses navios informações sobre a produtividade”, explica o especialista. 

Mota ainda acrescenta: “Uma parte do projeto se dá no tratamento da imagem e a outra parte na transmissão dessa imagem”. Para aprimorar e analisar o uso das ferramentas projetadas, a Poli possui um convênio que permite a testagem dos modelos no maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos. 

Questão ambiental

Os navios, durante o processo de carga e descarga, podem deixar alguns particulados, ou seja, partes do que estão transportando como grãos de soja, milho, óleo. Isso é prejudicial tanto para a eficiência do transporte quanto para o meio ambiente que os recebe. “Quando a gente estava fazendo o piloto desse algoritmo, o modelo conceitual, ou seja, o que a gente espera desse modelo matemático, o nosso diretor Rui Carlos Botter teve um insight. Ele levantou a questão da câmera que filma os navios também poder identificar os particulados. A gente foi consultar os acadêmicos para ver se era possível coletar essas informações e, para nossa surpresa, essa tecnologia de visão computacional está superavançada. Dessa forma, nós agregamos o ganho de produtividade e a redução de particulados”, comenta o professor.

“A gente acabou levando o projeto para esse lado onde tem tanto ganho de produtividade quanto o tratamento relacionado à sustentabilidade. A sustentabilidade deve ser tratada do ponto de vista da melhoria de processo: com o processo sendo melhor tratado, ele vai trazer ganhos de sustentabilidade, porque ele vai ser mais rápido, vai desperdiçar menos combustíveis e vai contaminar menos o ambiente”, pontua Mota. “As duas coisas não são coisas antagônicas, elas devem estar juntas, funcionar de maneira sinérgica”, completa.

Andamento

O projeto ainda está na sua fase inicial, com os recursos da parte do CNPq ainda retidos. Porém, o especialista garante que os “recursos humanos” estão na ativa: “Estamos atuando numa parte mais conceitual, mas as equipes já estão atuando no Porto, analisando o local. Em termos de ‘recursos humanos’ estamos a todo vapor”.

A divulgação também é parte fundamental e obrigatória do projeto. Ainda existem vagas abertas para mestrandos e doutorandos, porém, as de graduação já estão esgotadas. “Aqueles que se interessarem por inteligência artificial, porto e engenharia de produção e acharem que essas coisas não conversam, eu estou aqui para convencê-los do contrário”, ressalta o professor.

O e-mail para contato é: danielmota@usp.br. Existe um processo seletivo, mas toda ajuda e interesse são bem-vindos!

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