União e Estado vão debater privatização
Os governos Federal e Estadual vão debater a privatização do Porto de Santos, o principal do País, no próximo semestre, após a votação da reforma da Previdência. A agenda foi definida em encontro entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador João Doria (PSDB) na tarde de ontem, no Palácio do Planalto, segundo informações de Doria.

O governador disse que, na audiência, reiterou seu apoio à privatização do complexo marítimo - controlado e administrado pelo Governo Federal, através do Ministério da Infraestrutura - e ficou satisfeito com o resultado.

"Saio muito feliz em ver uma posição clara do presidente da República a favor da privatização do maior porto brasileiro e da América Latina. Isso vai permitir novos investimentos na modernização, no calado do cais e consequentemente na eficiência das exportações a um menor custo".

Doria frisou que acredita em um "porto de qualidade internacional" em menos de 18 meses após a privatização. "Será equivalente aos melhores portos europeus e asiáticos", afirmou o governador, que não deu mais detalhes sobre a privatização.

No início do ano, uma nova diretoria assumiu o comando da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. A estatal trabalha junto ao Ministério da Infraestrutura para retomar a autonomia administrativa. E ainda prepara a concessão de terminais e estuda a privatização de serviços de manutenção e zeladoria, além de abrir o capital da empresa.

Procurada, a Codesp informou que o assunto - privatização - é de competência do Ministério da Infraestrutura. Em nota, a pasta federal explicou que "há iniciativas em curso, em parceria com o Governo Federal e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), para estudos referentes à transferência da gestão de alguns serviços à iniciativa privada, tais como o canal de acesso". Mas ressaltou que "um modelo de desestatização que envolva a privatização não está no radar por parte do Ministério da Infraestrutura".

CONFUSÃO

O consultor portuário e diretor da Agência Porto, Fabrizio Pierdomenico, aponta equívocos na fala do governador. Segundo ele, com a privatização das operações a partir de 1997, o complexo passou a apresentar "um padrão internacional de movimentação de carga e descarga".

Pierdomenico não acredita que privatizar a Codesp seja o caminho, defendendo a concessão de serviços da zeladoria do Porto.

Fonte: A Tribuna, 24/04/2019.

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