O Porto de Natal foi autorizado a realizar operações de exportação de animais vivos e deve embarcar, até o início de setembro, um carregamento de 3,3 mil bovinos com destino ao Líbano, segundo informações publicadas pelo Portal do Rio Grande do Norte.
De acordo com a reportagem, a habilitação foi concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), tornando o terminal potiguar o único do Nordeste e o quarto porto brasileiro autorizado a operar esse tipo de embarque.
Conforme o veículo, a exportação de animais vivos já é realizada em outros portos do país, como Vila do Conde (PA), São Sebastião (SP) e Rio Grande (RS). No Rio Grande do Norte, a operação envolve a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o Governo do Estado e representantes do setor agropecuário.
Segundo o Portal do Rio Grande do Norte, a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) informou que a atividade seguirá as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, que incluem exigências relacionadas ao transporte, alimentação, hidratação, ventilação, espaço adequado para os animais e acompanhamento veterinário durante toda a operação.
A reportagem também informa que a fiscalização será realizada pelos órgãos competentes, entre eles o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn), conforme divulgado pelo Governo do Estado.
De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, a autorização poderá ampliar as oportunidades para a pecuária potiguar e impulsionar a economia do setor. A pasta avalia que a localização estratégica de Natal pode reduzir o tempo de transporte dos animais destinados aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.
O Portal do Rio Grande do Norte destaca ainda que a autorização gerou manifestações contrárias de entidades de proteção animal. A ONG Mercy For Animals (MFA) criticou o transporte marítimo de animais vivos e defendeu que esse tipo de operação não seja iniciado no estado. Segundo a organização, viagens dessa natureza podem provocar estresse e outros problemas relacionados às condições de transporte dos animais.